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Caros leitores silenciosos, apresento a vocês mais uma parte de mim, na verdade, apresento uma fase da minha vida. Não vou iludi-los, este é o blog de uma futura jornalista e, como uma amante do jornalismo, eu vivo os fatos. O novo. O imediato. A notícia. Entretanto, pasmem, vivo também um mundo à parte, um mundo fantástico. A literatura. E antes que virem os olhos, não! Não acredito em jornalismo literário. Agora, vamos logo às vias de fato.

O que meus amigos devem estar se perguntando neste momento é “por que fazer um blog quando você já tem um? Por que deixar todos os seus textos de lado?”. A questão é que para mim todos os meus blogs representam uma fase da minha vida. Talvez seja porque tenho blogs desde os doze anos de idade e cresci por meio dessas páginas e dos textos que escrevia. Comigo sempre foi assim, escrevo muito, muito e muito e depois abandono por um tempo, geralmente porque os meus estudos exigiram muita atenção minha, e depois nunca mais consigo ter aquela relação de amizade com o blog. E quando digo relação de amizade, quero dizer que é aonde encontro consolo quando estou chateada, indignada e saturada por alguma coisa. O lugar onde posso colocar minhas idéias em ordem, onde posso dar forma às minhas palavras, sempre é importante para mim. Seja porque eu me sinto uma pessoa feita por palavras ou porque, como diz Ana Carolina, “tudo aqui quer me revelar”. E no fundo, depois de ter estudado Freud, Descartes e Schopenhauer, acredito que é o que todos buscam: uma forma de revelação, de se revelar seja para si mesmo ou para os outros, para que talvez a vida faça um pouco mais de sentido.
E por que Anunciador? O nome do blog foi inspirado na série de anjos caídos da Lauren Kate, Fallen. Na história, a personagem principal é atormentada com o aparecimento ocasional de sombras, cujas cores variam do preto intenso ao cinza claro. No desenvolver da trama, a personagem descobre que o nome dado para essas sombras é “anunciador”; se você souber manipular um anunciador, ele pode te revelar o passado, seja um passado “recente” (de algumas horas atrás) ou um passado distante (uma vida anterior). No contexto do livro, a personagem usa os anunciadores, voltando no seu passado, para tentar construir um futuro diferente àquele que está fadada.
Obviamente, não estou pretendendo mergulhar no passado para fazer meu futuro. Apenas tirei disso tudo a essência, uma vez que nada mais somos do que a sombra do nosso passado, considerando que o passado está repleto de escolhas, experiências e fases, moldes do que somos no presente. 

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